Decifra-me ou devoro-te,
O que derruba as pernas de um homem
Em qualquer estágio de tua vida?
Não escape da resposta,
Não finja que sua fraqueza não existe,
Afinal a diferença entre fraqueza e força,
E o que você admite,
E o que você finge não existir,
Não minta pois, pra você mesmo,
Ou eu devoro-te também.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Lógos
É meio-dia e o sol escalda,
Sem dó qualquer ou piedade,
Escalda como se fosse o último
Dos momentos de seu brilho,
E nós, como reverência à sua maestria,
Derretemos e viramos um mar,
De desumanidade.
Por outras vias, pense comigo,
Antes um mar de desumanidade,
do que a própria desumanidade em si?
Lucro ou não, não cabe à mim dizer,
Pergunte aos filósofos...
É época da colheita,
E logo mais chegam os festivais de Baco,
E que sejam doces e embriagáveis, seus vinhos,
e que o suor no nosso rosto cheire à sexo,
E não à fogo.
Sem dó qualquer ou piedade,
Escalda como se fosse o último
Dos momentos de seu brilho,
E nós, como reverência à sua maestria,
Derretemos e viramos um mar,
De desumanidade.
Por outras vias, pense comigo,
Antes um mar de desumanidade,
do que a própria desumanidade em si?
Lucro ou não, não cabe à mim dizer,
Pergunte aos filósofos...
É época da colheita,
E logo mais chegam os festivais de Baco,
E que sejam doces e embriagáveis, seus vinhos,
e que o suor no nosso rosto cheire à sexo,
E não à fogo.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Contemple
Eu não sei o que espero,
Ou se espero, ou deixo,
Para a vida do jeito que está,
Mal sei do que sou,
Mal sei quem está do lado de cá,
Não tenho escolha outra pois
Senão, arriscar,
Meu tiros não são certeiros,
Minha pontaria é tão boa quanto
O que eu vos tenho à falar,
E o que eu falo minha querida,
Não é o que vai mudar,
Cabe à você adivinhar.
Ou se espero, ou deixo,
Para a vida do jeito que está,
Mal sei do que sou,
Mal sei quem está do lado de cá,
Não tenho escolha outra pois
Senão, arriscar,
Meu tiros não são certeiros,
Minha pontaria é tão boa quanto
O que eu vos tenho à falar,
E o que eu falo minha querida,
Não é o que vai mudar,
Cabe à você adivinhar.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Primeiro
Que de poesia e música
Seja feito todo pai que embala
Seus filhos doces e cruéis,
Cruéis como o fogo que devasta,
Doces como o fogo que aquece.
Seja feito todo pai que embala
Seus filhos doces e cruéis,
Cruéis como o fogo que devasta,
Doces como o fogo que aquece.
sábado, 12 de junho de 2010
Just one more night
Desperto, o gosto é ruim,
O alcóol pesa como pedra
dentro da minha cabeça.
Digo que dane-se, levanto e sigo adiante,
Dinheiro não tenho algum.
A maturidade não rege quem se alcooliza
O alcóol é só uma ilusão de diversão,
Porém, mesmo assim,
É mais fácil fugir por dentre seus goles,
Me engano, me engano, e não me canso de
Me enganar.
Tudo está embaralhado,
Como se já não bastasse eu ser complicado
Ainda tenho que dar por sorte, nas cartas,
Entre seus Áses e Reis de terra nenhuma.
Chega de transformar bebida em versos.
O alcóol pesa como pedra
dentro da minha cabeça.
Digo que dane-se, levanto e sigo adiante,
Dinheiro não tenho algum.
A maturidade não rege quem se alcooliza
O alcóol é só uma ilusão de diversão,
Porém, mesmo assim,
É mais fácil fugir por dentre seus goles,
Me engano, me engano, e não me canso de
Me enganar.
Tudo está embaralhado,
Como se já não bastasse eu ser complicado
Ainda tenho que dar por sorte, nas cartas,
Entre seus Áses e Reis de terra nenhuma.
Chega de transformar bebida em versos.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
A name and a nickname
O que existe pra mim
São dois pápeis para um só personagem.
Não exatos opostos, eu diria.
Mas sim que sem dúvida trabalham um
para o outro.
A doçura não condiz com ardilez e determinação
E infelizmente, darling, é assim que funciona.
Você pode atrair qualquer um dos dois,
O que determina isso é apenas quem você é.
Nenhum dos dois é um poço de bondade, sabe.
Porém nenhum dos dois se afoga na malícia.
Existe sim, o interesse, o objetivo
As paixões, e um ideal pingado ou outro.
Um sustenta os sonhos,
Outro sustenta a realidade,
E pelos confins da cabeça daquele personagem
os dois se ferem e se degladeam num
desespero cinematográfico.
Você sabe como é
Os maiores inimigos do seu coração,
São seus olhos,
Principalmente se forem de Águia
e seu coração, de um cordeiro...
Mas quem quer passar por arame farpado
Espera no minímo se cortar.
É assim que as coisas funcionam.
É assim que o homem cresce.
São dois pápeis para um só personagem.
Não exatos opostos, eu diria.
Mas sim que sem dúvida trabalham um
para o outro.
A doçura não condiz com ardilez e determinação
E infelizmente, darling, é assim que funciona.
Você pode atrair qualquer um dos dois,
O que determina isso é apenas quem você é.
Nenhum dos dois é um poço de bondade, sabe.
Porém nenhum dos dois se afoga na malícia.
Existe sim, o interesse, o objetivo
As paixões, e um ideal pingado ou outro.
Um sustenta os sonhos,
Outro sustenta a realidade,
E pelos confins da cabeça daquele personagem
os dois se ferem e se degladeam num
desespero cinematográfico.
Você sabe como é
Os maiores inimigos do seu coração,
São seus olhos,
Principalmente se forem de Águia
e seu coração, de um cordeiro...
Mas quem quer passar por arame farpado
Espera no minímo se cortar.
É assim que as coisas funcionam.
É assim que o homem cresce.
domingo, 9 de maio de 2010
Virgo
A pior sensação que existe, meu caro
Não é aquela que lhe causa ódio
Arrependimento ou tristeza,
Mas é sim aquela cujo você
Não tem direito de sentir...
Não há argumento que possa usar!
Os sentidos percebem o óbvio mas você
Insiste em não enchergar
E aquilo, que não te pertence nem nada
Volta para lhe torturar...
E isso por quê? Por que não sou dono de pessoas
E sendo assim, não posso clamar
meus direitos por elas
Mas que machuca, machuca. Por mais idiota que seja
E por mais idiota que seja, marcas vão ficar
Eu conheço à ti ilusão, velha amiga de guerra
Tu que não me abandonas, me acompanha
Dando sabor ao que já está podre
Para que eu ainda consiga
Me alimentar...
Não é aquela que lhe causa ódio
Arrependimento ou tristeza,
Mas é sim aquela cujo você
Não tem direito de sentir...
Não há argumento que possa usar!
Os sentidos percebem o óbvio mas você
Insiste em não enchergar
E aquilo, que não te pertence nem nada
Volta para lhe torturar...
E isso por quê? Por que não sou dono de pessoas
E sendo assim, não posso clamar
meus direitos por elas
Mas que machuca, machuca. Por mais idiota que seja
E por mais idiota que seja, marcas vão ficar
Eu conheço à ti ilusão, velha amiga de guerra
Tu que não me abandonas, me acompanha
Dando sabor ao que já está podre
Para que eu ainda consiga
Me alimentar...
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