Ser estúpido é uma arte
Que exige franqueza
E até quem sabe, um pouco de criatividade,
Libera sua ignorância e violência,
Num imenso poço de intransigência.
A ilusão é a consequência da minha face,
Só o convívio lhe dira quem eu sou,
De mim não espere! Decepção é culpa sua,
Não prometo nem iludo,
Só digo o que cumpro.
domingo, 18 de julho de 2010
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Last time you spoken
Oras, tempo
Você que ilude sem dó,
Que passa lento em nossos corações,
Mas rápido fora deles.
Não dá descanso
Deixa suas marcas nas faces
E olheiras naqueles que só sabem te ver passar...
Você sabe muito bem
Que eu gosto de admirar
Os belos rostos
Que pela minha vida passar,
E que por mais que todo dia eu acorde,
Eu ainda gosto de sonhar.
Você que ilude sem dó,
Que passa lento em nossos corações,
Mas rápido fora deles.
Não dá descanso
Deixa suas marcas nas faces
E olheiras naqueles que só sabem te ver passar...
Você sabe muito bem
Que eu gosto de admirar
Os belos rostos
Que pela minha vida passar,
E que por mais que todo dia eu acorde,
Eu ainda gosto de sonhar.
sábado, 26 de junho de 2010
Esporadicamente verdadeiro
Ao passar da vida percebi,
Que por toda ela tudo que eu vivi,
Foram apenas encontros de olhares,
Porém nunca os olhares fixos
Um ao outro.
Percebi que demorei muito,
Pra encontrar abraços
de verdadeira saudade,
E que por muito tempo foram apenas,
Tapinhas nas costas.
Viver o intenso tem seus preços,
O intenso dura pouco,
Por mais verdadeira que seja
a sensação da verdadeira intensidade,
De eterno esses momentos só se tem
a memória.
Que por toda ela tudo que eu vivi,
Foram apenas encontros de olhares,
Porém nunca os olhares fixos
Um ao outro.
Percebi que demorei muito,
Pra encontrar abraços
de verdadeira saudade,
E que por muito tempo foram apenas,
Tapinhas nas costas.
Viver o intenso tem seus preços,
O intenso dura pouco,
Por mais verdadeira que seja
a sensação da verdadeira intensidade,
De eterno esses momentos só se tem
a memória.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Anagrama
Não consisto nem desisto,
Sobrevivo do ordinário,
Que embeleza a própria falta de valor,
Medo de punição não tenho,
Mas o mais singelo dos sorrisos
Me assusta,
Talvez a vida fosse mais fácil,
Se fosse o contrário.
Meus olhos secam
Diante o calor de inexplicável luz,
Que por mais que à nada ilumine,
Nunca apaga,
No fim das contas acabarei cego
Pela escuridão que ela me proporciona.
Sobrevivo do ordinário,
Que embeleza a própria falta de valor,
Medo de punição não tenho,
Mas o mais singelo dos sorrisos
Me assusta,
Talvez a vida fosse mais fácil,
Se fosse o contrário.
Meus olhos secam
Diante o calor de inexplicável luz,
Que por mais que à nada ilumine,
Nunca apaga,
No fim das contas acabarei cego
Pela escuridão que ela me proporciona.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Cold skin under the noon sun
Decifra-me ou devoro-te,
O que derruba as pernas de um homem
Em qualquer estágio de tua vida?
Não escape da resposta,
Não finja que sua fraqueza não existe,
Afinal a diferença entre fraqueza e força,
E o que você admite,
E o que você finge não existir,
Não minta pois, pra você mesmo,
Ou eu devoro-te também.
O que derruba as pernas de um homem
Em qualquer estágio de tua vida?
Não escape da resposta,
Não finja que sua fraqueza não existe,
Afinal a diferença entre fraqueza e força,
E o que você admite,
E o que você finge não existir,
Não minta pois, pra você mesmo,
Ou eu devoro-te também.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Lógos
É meio-dia e o sol escalda,
Sem dó qualquer ou piedade,
Escalda como se fosse o último
Dos momentos de seu brilho,
E nós, como reverência à sua maestria,
Derretemos e viramos um mar,
De desumanidade.
Por outras vias, pense comigo,
Antes um mar de desumanidade,
do que a própria desumanidade em si?
Lucro ou não, não cabe à mim dizer,
Pergunte aos filósofos...
É época da colheita,
E logo mais chegam os festivais de Baco,
E que sejam doces e embriagáveis, seus vinhos,
e que o suor no nosso rosto cheire à sexo,
E não à fogo.
Sem dó qualquer ou piedade,
Escalda como se fosse o último
Dos momentos de seu brilho,
E nós, como reverência à sua maestria,
Derretemos e viramos um mar,
De desumanidade.
Por outras vias, pense comigo,
Antes um mar de desumanidade,
do que a própria desumanidade em si?
Lucro ou não, não cabe à mim dizer,
Pergunte aos filósofos...
É época da colheita,
E logo mais chegam os festivais de Baco,
E que sejam doces e embriagáveis, seus vinhos,
e que o suor no nosso rosto cheire à sexo,
E não à fogo.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Contemple
Eu não sei o que espero,
Ou se espero, ou deixo,
Para a vida do jeito que está,
Mal sei do que sou,
Mal sei quem está do lado de cá,
Não tenho escolha outra pois
Senão, arriscar,
Meu tiros não são certeiros,
Minha pontaria é tão boa quanto
O que eu vos tenho à falar,
E o que eu falo minha querida,
Não é o que vai mudar,
Cabe à você adivinhar.
Ou se espero, ou deixo,
Para a vida do jeito que está,
Mal sei do que sou,
Mal sei quem está do lado de cá,
Não tenho escolha outra pois
Senão, arriscar,
Meu tiros não são certeiros,
Minha pontaria é tão boa quanto
O que eu vos tenho à falar,
E o que eu falo minha querida,
Não é o que vai mudar,
Cabe à você adivinhar.
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