quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Conotação sobre a liberdade

As pessoas seguem uma forma muito individualista de ter relacionamentos. Elas não querem pessoas para ter ao seu lado... querem pessoas para possuir. E é aí a raiz da maioria dos problemas entre pessoas que se gostam.
O ser humano (na verdade nem outros animais) foram feitos para ficar em gaiolas. O mundo é gigante, amigos. A função do ser humano é conhecê-lo, desbravá-lo, e não só em sentido geográfico, mas também em questão de relacionamentos, profissionais, filosóficas... Quando ele se submete à coleiras ele perde a essência viva que foi lhe dada: sua alma, sua ânima.
Mas o nosso ego é cruel: ele mede seu poder por suas posses. Mas mal sabe ele, que é o que é seu de verdade, volta sem precisar que você o prenda. "O que é do homem o bicho não come" já dizia o povo.
A perda é processo natural da evolução. Ela vem e não espera, não dá tempo nem de pensar. E é aí que seu ego enfraquece, e precisa de muletas. Então ele busca outras propriedades para compensá-la...
Mas já lhe digo, amigo. Quem anda de muletas não vai muito longe. E não sei você, mas é por todas distâncias que eu quero percorrer.
É verdade sim, que aos poucos mais e mais eu possuo nada. Mas se fosse depender disso estaria estagnado em algum lugar por aí. Não perco o sorriso nunca, por mais dolorido que seja. A raiva é uma emoção que só nos faz recuar... seja lá aonde você queira chegar.
Mais vale a própria liberdade que cem coleiras amarradas à tua mão. Por que por mais que você possa segurar teu cão... é ele quem te puxa para onde ele quer ir.

sábado, 28 de agosto de 2010

Midnite kiss

Uma juventude incestuosa,
que não difere irmãos de paixões
e que há de devorar,
com seus lábios sabor de vinho,
e com seu hálito cheirando à whisky,
e com seus dedos queimados de brasas.
Suas mão volúpias e libidinosas,
que ignoram os pudores de seus próprios
dizeres
e que na lúxuria encontram sua pureza e
integridade.

Vidas que consistem
No desperdício
De tempo e de palavras,
Direcionadas uns aos outros,
Pra dizer o que ninguém acredita,
Pra reafirmar o que todo mundo sabe...

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Pôr do sol sanguíneo

Esquecer e me anestesiar
me abster de tudo,
De tudo que um dia eu me apeguei,
e que eu trago pra dentro de mim
como um bisturi que não cessa em multilar.

Os sonhos não me dão descanso
Daquele rosto que eu não tenho coragem de fitar,
E que a Memória tanto insiste em me recordar,
Até a última hora da noite.

Eu não sei mais o que fazer
A minha boca já não sabe mais o que dizer,
A minha cabeça já não consegue mais se distrair,
Tirando o direito do meu pensamento ir e vir,
Me sinto acorrentado naquele momento de fútil erro
Que mal sei eu, se eu posso me culpar...

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Continuo aqui

Sobriedade
Não é só uma questão
da sua consciência,
Mas é também questão de saber
Que não é o Whisky quem sorri por você.

Talvez eu precise beber,
Ou enlouquecer,
E falar o que preciso
Talvez gritar, sei lá
Nessas horas nunca se sabe bem o que fazer.

Os velhos amigos
Sempre são uma boa opção,
Não há quem entenda melhor,
Ainda mais, quando já viveram
O mesmo ardor
E a mesma angústia
Da dúvida.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Same old lies do never work with me.
Realists have some advantages, too.

domingo, 18 de julho de 2010

Mais uma vez

Ser estúpido é uma arte
Que exige franqueza
E até quem sabe, um pouco de criatividade,
Libera sua ignorância e violência,
Num imenso poço de intransigência.

A ilusão é a consequência da minha face,
Só o convívio lhe dira quem eu sou,
De mim não espere! Decepção é culpa sua,
Não prometo nem iludo,
Só digo o que cumpro.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Last time you spoken

Oras, tempo
Você que ilude sem dó,
Que passa lento em nossos corações,
Mas rápido fora deles.
Não dá descanso
Deixa suas marcas nas faces
E olheiras naqueles que só sabem te ver passar...

Você sabe muito bem
Que eu gosto de admirar
Os belos rostos
Que pela minha vida passar,
E que por mais que todo dia eu acorde,
Eu ainda gosto de sonhar.