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sábado, 19 de setembro de 2009

Fuga elétrica da cidade

Não sou do rolê, do bang, nem do bar
Sou de outro lugar, mas não sei onde fica
Nem aonde vai ficar
Não tenho vícios e nem prático a bondade
Não daria minha vida por nada
Mas também tenho os meus ideais
Sem perder aquele amargo toque de realidade
Tenho passado cada dia como se fosse o primeiro
E vivo na importância de qualquer outro, rotineiro
Já me esqueci como é o doce sabor da sinestia
E meus erros já cairam em anistia
Por mais errados que pudessem estar...


terça-feira, 8 de setembro de 2009

Venha cá e me dê um abraço

Depositando
confianças
sentimentos
e esperanças
Em amigos
que vão e que passam
e que talvez fiquem
na memória
Mas, conhecer é nada mais que quebrar
expectativas
e esperanças

Não podemos exigir
que os nossos sentimentos sejam iguais
Oh! Expectativas tão banais
Que a própria experiência o prova que o são

O futuro que parece inimaginável
Todos os dias sempre o fora
E por mais que o temesse e infeliz parecesse
Eu o vivo! E tão feliz quanto poderia ser

A maldição é daqueles que se entregam
Pois eles pertencem aos outros
E ninguém pertence a eles
E já que o futuro a gente não sabe
Venha cá, e me dê um abraço.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Não faz sentido

Sou estúpido
Troco realidade por meros pedaços de ilusão
Sou amargo
Já perdi a confiança nessas coisas que trazem felicidade
Sou egoísta
Olho muito para mim mesmo com um mundo todo afora
Sou insípido
Me preocupo tanto em não ser fútil que eu acabo sendo
Sou intragável
É quase impossível conviver com essas minhas manias

Sou ridículo
Sei que estarei feliz daqui a algum tempo

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Dê me tempo

Talvez eu só precisasse observar as estações passarem para que meus olhos pudessem repousar suas amarguras.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Jogue esse eu-lírico pra longe daqui

Você aponta a arma para tua boca,
Mas te falta coragem para disparar;
Porém se tua cabeça tornares oca
Nada terás com que te preocupar.

Vá, faça! A vida pode ser fácil assim
Deixe pela nuca o teu sangue fluir
Liberdade, nada te atormentará enfim
E finalmente sua alma poderá sair

Aqui minha cara permanecerá aos tapas
De uma vida que tanto lhe faz chorar
Mas de que adiantão então suas asas
Se você tem tanto pânico do prazer de voar?

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Eterna fuga

As pessoas permanecem chorando,
Por que não consegue me prender;
E são meus lábios que estão entoando
Canções de quem não sabe sofrer.

Essas canções que tanto perturbam,
E que tiram seus sonhos da calma;
Medo tens daqueles que cantam,
Mas querias faze-lo no fundo da alma.

sábado, 18 de abril de 2009

Então

Fui assassinado pelas palavras ,palavras tão minhas quanto de quem as disse. E são elas que me confundem, que insistem em tirar a minha cabeça do lugar, justo agora que eu havia firmado...
O tempo CORRE, e eu não sei o que fazer. Mas tudo bem, isso é a essência da vida, essa dura instabilidade que choca do nada...

quinta-feira, 2 de abril de 2009

A história que se tornou curta

Todos os seus heróis já cairam,
Aos céus sobraram suas preces.
Ao leito, tu a pequenos entorpece
Pois já todas as esperanças fugiram.

quarta-feira, 11 de março de 2009

A moldura que me deram

Uma intensidade sem limites dentro de mim
Grita e tudo perde suas antigas formas
Experiência em minha vida nunca foi assim
E tudo vai parar dentro daquele que adorna

Foi só tua perda que me mostro sua importância
Foram só os erros que destruiram a esperança
E você continua atribuindo tamanha relevância
Para palavras ditas a ti sob toda a ganância

Se eu não tivesse traído minha própria confiança

sábado, 7 de março de 2009

Entalhe

Encarnou em mim o teu mais impuro prazer;
O ódio cegou os olhos, tudo deu-se a desfazer;
Mas seus olhos dourados tornaram à dizer
Que se fosse de amargura não valia viver.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Se atravessardes a rua

Eu carrego e carreguarei, lindos sonhos e as mais belas esperanças;
Teus mais sórdidos anceios, encarnados de tuas fortes lembranças;
Vidas feitas de tempestade, no eterno aguardo d'outras temperanças.

Extrai de mim, as cores, o calor;
E fazes de tua vida triste ardor.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Guloso

"Eu quis parar e a circunstância não deixou
As minhas antigas palavras de revolta
vieram dar tapas em minha face.
Eu quebrei espelhos
mas seus 7 anos de azar nunca foram
tão casuais...

Ei, prematuro.
Você nasceu em perfeição
mas a idade lhe trouxe
a regressão.
Meu significado é vazio
um vazio que cobre um
gigante universo interno
Tão real quanto a própria realidade...
Assim se faz a minha ilusão,
e sonhos que já não sei mais se tenho.

Em estância, comunico à vós, que toda e qualquer contradição descreve o caminho.

Eu quis escrever mas a paz não deixou.
Eu quis trair e acabei me condenando.

Estou aqui entre o silêncio
dos estralos da sinuca
e imerso no perfume
alcóolico do ambiente.

Eu neguei pedidos carinhosos
e fui apático com meu sorriso de sempre,
Mas não me foi ensinado
conhecer o mundo de outra forma.
Meus pêsames, querido.

Chove lá fora e as goteiras
estão em cima da minha cabeça.
Mas estou acomodado, escrevendo
Por que o quê vem de fora não atinge o meu ego.

Toda e qualquer semelhança, é mero acaso."




Escrito na terça-feira, 2 de dezembro de 2008, no Copo Çujo, com uma goteira na minha cabeça e vendo o Arroiz, o Victor, o Ken e o Yves jogarem sinuca só com a bola branca.