quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Como se eu não aprendesse

Eu queria poder escrever
Mais de mil sonetos
e distribuí-los pelo mundo
Como se algo fosse acontecer
Como se algo fosse mudar

Eu queria um amor verdadeiro
Para eu poder cantar
E vive-lo, intensamente
Como se nunca fosse morrer
Como se nunca fosse mudar

Mas é algo que não posso
Que me fora proibido
E que se pudesse, cairia de prantos
Como se a tudo eu devesse temer
Como se eu nunca devesse chorar

sábado, 10 de outubro de 2009


Uma das minhas Devianations preferidas. Muito foda.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Global entendimento
Rimos, choramos, e vivemos
As mesmas coisas
Padronizadas e distribuídas
Mastigadas e regojitadas
Quem dirá a graça de algo, senão o resto do mundo?
Ouça os outros, adapte-se e faça parte disso tudo

Siga, boiada! Não parem ao som do berrante
Os açougueiros mal podem esperar
E depois, sua carne pigando em puro sangue
Só servirá para a outros bois alimentar

Cresça, procrie e morra
A produção não pode parar

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Enquanto eu ainda não sou Designer Digital

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Antes que a vida acabe

Não vou dizer que estou cansado
Por que cansados todos nós estamos
Não quero ensiná-los uma lição de vida
Por que também estou aprendendo
Não pretendo criticar a sociedade
Por que eu sou tão podre quanto ela
Não quero apenas soltar palavras por aí
Mas tudo isso acaba sendo inevitável

Estou aqui meus senhores, erguendo
Erguendo no meu mastro
A bandeira da minha incoerência
Que me faz achar que sou tão sábio pra ensinar
Quanto inteligente pra ser superior
A vida não é tão bela como dizem por aí
Nem é tão mórbida quantos os pessimistas pregam
Ela é apenas uma questão de bom senso e um pouco de sorte


sábado, 19 de setembro de 2009

Fuga elétrica da cidade

Não sou do rolê, do bang, nem do bar
Sou de outro lugar, mas não sei onde fica
Nem aonde vai ficar
Não tenho vícios e nem prático a bondade
Não daria minha vida por nada
Mas também tenho os meus ideais
Sem perder aquele amargo toque de realidade
Tenho passado cada dia como se fosse o primeiro
E vivo na importância de qualquer outro, rotineiro
Já me esqueci como é o doce sabor da sinestia
E meus erros já cairam em anistia
Por mais errados que pudessem estar...


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

September Seventeen

Hoje não tem
festa pra embebedar
rolê pra se divertir
um céu bonito pra admirar

Hoje não tem
pastéis de Belém no Habibs
Strogonoff no almoço
E nenhum acontecimento importante pra se lembrar

Hoje não tem
Dinheiro no chão para achar
Problemas pra se enfrentar
Um novo rosto pra se apaixonar

Hoje não tem, mas eu insisto em acordar.