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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

September Seventeen

Hoje não tem
festa pra embebedar
rolê pra se divertir
um céu bonito pra admirar

Hoje não tem
pastéis de Belém no Habibs
Strogonoff no almoço
E nenhum acontecimento importante pra se lembrar

Hoje não tem
Dinheiro no chão para achar
Problemas pra se enfrentar
Um novo rosto pra se apaixonar

Hoje não tem, mas eu insisto em acordar.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Uma fração do que eu devia dizer

Curvas vertigenosas de uma vida avariada.
Me convenci de que um só mundo não vale à pena, quero todos os seus rostos e cores, idiomas e ideais.
Conquistar aqueles belos horizontes, que eu sempre via da sacada da minha casa. Estar neles.
O frio da brisa e o calor humano. Risos dos meus amigos, lembranças de quando mais nada importava. Saudades de que não vemos mais, e expectativas por aqueles que estão por vir.

Mas se não forem por outras galáxias, meu bem... nada importa.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Fração

Fugir. Fugirei pro mais breve e longíquo destino.
Cansei, de minhas antíteses e paradoxos vivos.
Talvez lá ache um atalho pra minhas respostas.

E então
A rotina me transforma em
metáfora.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Bilhete na Geladeira

Estou catando as palavras largadas por aí.
Caso qualquer coisa meu testamento e inventório estão embaixo da cama.
Só não toque no meu baú de doces.

Amém.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Indulgência

Seus poemas já não me enganam
Seus acordes já não me entorpecem
Mas aquela tua rima
Incofundível
Rima de horizonte
No soar do mar e do pôr-do-sol
Na espectativa de uma noite cair
Noite de lua nova
Um tanto vazia quanto eu preciso ser
Por que quando brilho
Tudo que eu reflito é a luz da vela
Quero o Sol
Queimar na presença dele
Mas, suas velas estão ofuscando.

Eu entro naquele antigo beco
A música é a mesma
Tudo é tão aconchegante
Mas adormece
Adormece tudo aquilo que dói
Que me faz sofrer
Que me derruba
Que me faz sentir vivo

"Sou o filho e o herdeiro
De uma timidez que é criminalmente vulgar
Sou o filho e o herdeiro
De nada em particular"

Escrito na Terça-feira, dia 25 de novembro de 2008
(Última estrofe é parte traduzida de uma música da banda "The Smiths" chamada "How Soon is now?". Não achei forma melhor de finalizar)

sábado, 22 de novembro de 2008

Pequeno Eu, Parte 2

Direito de escolha. Livre-arbítrio. Toda condição humana se faz disso.

Já vi muita gente dizer que sou compreensivo, que aceito as decisões dos outros normalmente, etc e tal. Não é da minha natureza querer impor o que eu quero no livre-arbítrio alheio. Como sigo o pensamento taoísta ainda, "quando for justo, não questione". Compreender, que a pessoa faz o que é melhor pra si mesma, independentemente do aspecto ou relação que isso influa. Compreender não é entender. Compreender é aceitar. Muitas vezes, não entendemos a situação ou decisão do outro, e por isso, não compreendemos. Mas à partir do momento que se sabe que cada pessoa tem sua própria vida, cada decisão dela é referente á si mesma.

Mas, como o princípio básico da mecânica de Newton, "toda ação tem uma reação". E a consequência eu deixo por minha conta. E da mesma forma que a pessoa foi compreendida, espero que faça o mesmo comigo. Isso em relação á qualquer pessoa. Não gosto muito de aliviar pra alguém só por causa do sentimento que eu tomo por ela. Não é vingança, mesmo por que, acredito em karma.

Nem sempre eu quis compreender. A compreensão faz-se necessária, mas em grande parte das vezes atravessa o peito, e revira a lâmina pra causar dor. Mas, é a verdadeira forma de gostar - compreender é admitir que também existe um ego por debaixo da pele das outras pessoas, e saber que cada ego toma seu rumo pra um destino diferente. Muitas vezes os rumos se cruzam, muitas vezes faz-se companhia por parte do caminho, e são por estes momentos que se vale as pessoas... Mas, sei que por mais que eu deseje trilhar caminhos juntos, nunca quero que alguém compartilhe o mesmo destino que eu por causa de algum sentimento. O ego simplesmente morre quando abri-mos mão do nosso destino. E se o ego morre, a pessoa por qual conhecemos e gostamos, também. Não lembro aonde li, mas lembro firmemente dessa frase "Meu verdadeiro amigo trilha seu próprio caminho, não me segue".

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Pequeno Eu, Parte 1

Eu acho que eu sou um pouco subjetivo demais. Não soube expressar diretamente o que eu sentia, queria, e ainda continuo sendo assim. Talvez não tenham sido atentos com minhas indiretas...
Sei que é a forma de expor o que eu sinto. Não gosto de saber que uma pessoa está agindo da forma que me faz bem por que eu disse, mas me sinto bem quando a pessoa se conscientiza do que eu sinto e se corrige em função disso. Eu acho que no fim, tudo que eu busco é essa integração - saber olhar dentro da circustância e de mim mesmo, pra saber então o que se passa no meu pensamento.

As vezes me sinto muito falso. De verdade mesmo. Falo de uma forma que as pessoas confiam, e as vezes as pessoas aparentam caminhar na palma de minha mão. Isso costuma ser agradável, mas nem sempre - eu queria viver a emoção verdadeira do viver, sem mudanças de nenhum aspecto.

Eu, como bom Homo Sapiens tive aquela velha tendência de achar que o mundo gira à minha volta. E machuquei muita gente no processo. Sei que fui idiota, tive medo, me achei no direito de fazer o que quisesse, mas não quero diminuir minha culpa, assumo ela sem sombra de dúvidas.

Talvez venha à machucar mais gente nessa minha busca, talvez essa pessoa possa não existir.
Mas vale à pena arriscar.

Me sinto alíviado.
E obrigado pela compreensão.