Eu ando pelas ruas da sociedade
E a cada esquina, me param, me interrompem,
Vendem sua beleza
Fazem de tudo para que eu compre
Mas é algo pelo qual não posso pagar
A cada passo tentam me convencer
Da sua cultura, da sua inteligência,
Da sua liberalidade, mas eu enojo
Por que quem vende-se pelo aparente
Acaba-se esquecendo do verdadeiro conteúdo
Gritam, sussurram "Miserável, quem pensas que é?" !
E eu digo-lhes: Sou pois, não mais que vocês
A diferença entre nós é a natureza
Que de dentro para fora pra mim flui
E que as suas apodrecem e envelhecer dentro de vocês
Sem luz nem ar para viver
Entenda, meu fascínio não me desperta no que eu vejo
Mas sim, no que você esconde,
E quem não instiga, cá entre nós,
É por que por dentro não há nada à esconder
sábado, 8 de maio de 2010
sábado, 1 de maio de 2010
O indivíduo, a tempestade e a futilidade
Eu me rendo,
Não há exército que resista,
A força do sentimento.
Que domina, que insiste,
E quando vemos está entrelaçado
Entre o lábio e o pescoço,
Pra conceder o último desejo
E executar o condenado
Eu que por muitas vezes
Mudei minhas crenças, por medo,
Que fiz da minha incerteza,
Uma tentativa do belo!
Que achava ser forte
E acabei me entregando,
Eu não sei quais são meus fardos,
O que guarda o dito julgamento do
Divino ou o acaso, chame do quiser.
Eu que por tanto tempo, repudiei a decepção!
O ódio é a consumação do medo,
Medo de decepcionar, medo de me decepcionar,
E abraçando a decepção, pois a culpa é pois se não
minha.
Eu sou jovem e meu futuro é incerto,
Eu me apaixono pela melancolia,
Tenho mania de ir ao fundo do poço
Para tirar aqueles que estão presos por lá.
E enquanto tiver alguém gritando pra sair,
Eu vou ter poços para pular.
Não há exército que resista,
A força do sentimento.
Que domina, que insiste,
E quando vemos está entrelaçado
Entre o lábio e o pescoço,
Pra conceder o último desejo
E executar o condenado
Eu que por muitas vezes
Mudei minhas crenças, por medo,
Que fiz da minha incerteza,
Uma tentativa do belo!
Que achava ser forte
E acabei me entregando,
Eu não sei quais são meus fardos,
O que guarda o dito julgamento do
Divino ou o acaso, chame do quiser.
Eu que por tanto tempo, repudiei a decepção!
O ódio é a consumação do medo,
Medo de decepcionar, medo de me decepcionar,
E abraçando a decepção, pois a culpa é pois se não
minha.
Eu sou jovem e meu futuro é incerto,
Eu me apaixono pela melancolia,
Tenho mania de ir ao fundo do poço
Para tirar aqueles que estão presos por lá.
E enquanto tiver alguém gritando pra sair,
Eu vou ter poços para pular.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Pálido vulto
Eu sou seduzido
E nunca estive,
sempre fui,
Pelo belo, pelo meigo,
E as suas verdadeiras formas;
Se escondendo através das curvas
De tua pele cor-de-lua.
Mas a pouco descobri
Que beleza essa só eu vejo
E cá entre nós
Só para mim existe,
Por que diferente dos outros
Que te acham bela pela figura
Eu te acho bela pela doçura
Sutilmente camuflada
Nas amarguras e tristezas de sua existência
E nunca estive,
sempre fui,
Pelo belo, pelo meigo,
E as suas verdadeiras formas;
Se escondendo através das curvas
De tua pele cor-de-lua.
Mas a pouco descobri
Que beleza essa só eu vejo
E cá entre nós
Só para mim existe,
Por que diferente dos outros
Que te acham bela pela figura
Eu te acho bela pela doçura
Sutilmente camuflada
Nas amarguras e tristezas de sua existência
sexta-feira, 9 de abril de 2010
My little child
Calor, o colo e o cheiro materno
A imaturidade da minha essência,
Resolveu fugir de casa
E dos tapas que a vida dá,
Que até então eram lendas
Lendas pra quem não conheço mundo
Lendas pra quem não deve conhecer o mundo
Ela foi conhecer,
Sentir o ardor do impacto
Descobrir que o sangue ainda é quente
Enquanto escorre pela pele
E essa imaturidade está por aí jogada
Se aquecendo agora no coração de alguma mulher
Que possa lhe trazer, o amor, e o ardor.
A imaturidade da minha essência,
Resolveu fugir de casa
E dos tapas que a vida dá,
Que até então eram lendas
Lendas pra quem não conheço mundo
Lendas pra quem não deve conhecer o mundo
Ela foi conhecer,
Sentir o ardor do impacto
Descobrir que o sangue ainda é quente
Enquanto escorre pela pele
E essa imaturidade está por aí jogada
Se aquecendo agora no coração de alguma mulher
Que possa lhe trazer, o amor, e o ardor.
sábado, 27 de março de 2010
Eu não posso negar
Eu sei do que fadado estou,
E fadado ou não, fardo é,
Que jogar certo não vence,
Ou que jogar vencendo não é certo,
Já então que vitória não é certa,
A derrota pois veio me abraçar.
Foi a curiosidade que me levou até lá,
E a ingênuidade seduzida então,
Pelo belo, puro e meigo,
A curiosidade negou-se a questionar,
Ingenuidade então com o tempo
Aprendeu a se decepcionar.
E fadado ou não, fardo é,
Que jogar certo não vence,
Ou que jogar vencendo não é certo,
Já então que vitória não é certa,
A derrota pois veio me abraçar.
Foi a curiosidade que me levou até lá,
E a ingênuidade seduzida então,
Pelo belo, puro e meigo,
A curiosidade negou-se a questionar,
Ingenuidade então com o tempo
Aprendeu a se decepcionar.
domingo, 14 de março de 2010
Proud and Honor
A nossa honra é uma mentira
Mentira pra proteger
Do que a gente não aceita
Daquilo que a gente condena
Do crime que você mesmo inventou
A nossa honra é uma mentira
Estabelecida pra esquecer
Já se esqueceu do que é feita
A partir de hoje só resta a cena
Que o próprio mundo encenou
A honra é a fraqueza de sangue azul
Que o mundo não enxerga
Crime por honra é necessário
Morrer pela honra, é martírio.
Mentira pra proteger
Do que a gente não aceita
Daquilo que a gente condena
Do crime que você mesmo inventou
A nossa honra é uma mentira
Estabelecida pra esquecer
Já se esqueceu do que é feita
A partir de hoje só resta a cena
Que o próprio mundo encenou
A honra é a fraqueza de sangue azul
Que o mundo não enxerga
Crime por honra é necessário
Morrer pela honra, é martírio.
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